Carnaval

©Galeria de ser…

Depus a máscara e vi-me ao espelho. —

Era a criança de há quantos anos.

Não tinha mudado nada…

É essa a vantagem de saber tirar a máscara.

É-se sempre a criança,

O passado que foi

A criança.

Depus a máscara, e tornei a pô-la.

Assim é melhor,

Assim sem a máscara.

E volto à personalidade como a um términos de linha.

Álvaro de Campos, in “Poemas”

Heterónimo de Fernando Pessoa

 

A origem da máscara perde-se nos anais da história da humanidade.

Usada para iludir, transformar ou criar laços, surge ligada aos rituais agrários, propiciatórios de boas relações com os poderes ocultos.

A máscara não é específica do Carnaval. Tem origem religiosa. Quando passa para o teatro grego e romano, tendo o sagrado desaparecido, a identificação faz-se entre o ator e a personagem, ou entre máscara e personagem, palavras que derivam do mesmo vocábulo latino persona.

O uso que se fez dela no Egito, em Atenas ou em Roma, bem como as variadas funções que ela assumiu nas diversas sociedades, passaram pelo cumprimento de várias tradições com origem cultural e recreativa.

A máscara foi utilizada ao longo dos tempos por vários povos e com diversas finalidades: foi utilizada como elemento decorativo, na Guiné, onde tivera como função representar o rosto dos vencidos; como sinal de guerra, praticada pelos Índios; como acessório de festa, nomeadamente no Oriente; em danças e procissões com intenção de se misturar o ritual e o divertimento; como elemento figurativo, no teatro grego.

Em Veneza, no séc. XVIII, o uso da máscara tornou-se um hábito diário em homens, mulheres e crianças. A lei de Doge pôs fim a este hábito, porque a polícia tinha uma certa dificuldade em reconhecer os assassinos que constantemente matavam nas vielas da cidade. Os Venezianos passaram a usá-la durante o Carnaval que durava um mês e nas festas e jantares.

É também utilizada como resguardo em algumas profissões (como a do apicultor, por exemplo) ou em desportos como a esgrima, assim como pelos guerreiros para se protegerem.

Foi ainda na Idade Média que a máscara se associou ao Carnaval. Todavia, na Quarta –Feira de Cinzas voltava tudo ao normal.

Uma máscara é um objecto que se coloca na cara (…) para esconder uma identidade ou para se parecer com algo ou alguém… o termo máscara também pode ter um significado mais pessoal ou “interior”, ou seja: “para dizer que uma pessoa não mostra quem realmente  é”, como escrevia a Natasha Santos, uma aluna minha do 7º ano.

Texto elaborado para o Teu Espaço, Educris

Bibliogra e netografia.

ELIADE, MIRCEA. Tratado de História das Religiões. 2004. Edições Asa

http://triplov.com/editorial/mask.html

http://evisual5.files.wordpress.com/2009/02/as_mascaras_em_portugal.pdf

Origem da máscara

http://student.dei.uc.pt/~jsilva/movimento/chc/galeria/exposicoes/mascaras/historia.html

http://www.infoescola.com/artes/historia-das-mascaras/

http://www.eps-penalva-castelo.rcts.pt/projs/pena_jov/edicoes/2001_04/histmasc.html


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