Cardeais a ter “debaixo de olho”#2 – Cardeal Odilo Scherer

Trabalhador, decidido e muito bem preparado: surge entre os candidatos ao pontificado o nome de um cardeal brasileiro.

© YASUYOSHI CHIBA / AFP

[Alexandre Ribeiro|Aleteia.org|10/mar/2013]Quando Dom Odilo Scherer, então bispo auxiliar, foi nomeado arcebispo de São Paulo, em 2007, e seis meses depois criadocardeal por Bento XVI, em uma subida meteórica, no Brasil isso não foi visto como surpresa.

Acompanhando o seu trabalho como secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de 2003 a 2007, seja por sua esmerada formação, seu jeito sereno, mas firme e combativo quando necessário, já se via nele o homem preparado para assumir São Paulo, uma das maiores e mais importantes arquidioceses do mundo, com mais de 6 milhões de católicos.

Se for eleito Papa, entre os fiéis de São Paulo, mais uma vez, não haverá surpresa: eles sabem que o seu arcebispo é um homem preparado para ser o sucessor na cátedra de Pedro.

Aos 63 anos, considerado jovem e com o vigor necessário para enfrentar as enormes exigências do próximo pontificado, Odilo Scherer é apontado como o candidato latino-americano mais forte para suceder Bento XVI.

O sétimo filho – entre 13 irmãos – de pais de origem alemã nasceu em 1949 em Cerro Largo, no Rio Grande do Sul. Cresceu em Toledo (Paraná), estudando e trabalhando na lavoura. A forte tradição católica de sua família favoreceu o despertar da vocação desde pequeno.

Depois de fazer a formação básica – filosofia e teologia – em Curitiba, e ser ordenado sacerdote, Odilo Scherer desempenhou seu trabalho pastoral especialmente como reitor de seminário e professor. Fez mestrado e doutorado na Gregoriana, em Roma.

Viveu no interior da França e da Alemanha, aprendeu inglês na Irlanda, desenvolveu o espanhol, o italiano, e as línguas usadas na Igreja, como o latim, o grego e o hebraico. É comum vê-lo atender às diferentes edições da Rádio Vaticano, com a mesma facilidade, em português, inglês, francês, italiano, espanhol e alemão.

Dom Odilo Scherer também apresenta uma longa trajetória em funções importantes na Igreja. Era secretário-geral da CNBB quando, semanas antes da visita de Bento XVI ao Brasil, em maio de 2007, recebeu a nomeação para arcebispo, tornando-se anfitrião do Papa. Já nos anos 90, havia trabalhado por mais de sete anos como oficial da Congregação para os Bispos, no Vaticano.

Aqueles que convivem de perto com Dom Odilo destacam seu perfil trabalhador e decidido, porém aberto ao diálogo. Sempre firme ao defender as convicções da Igreja, a presença dos leigos na política e a importância da voz da Igreja no debate público.

Na Cúria Romana, é membro da Congregação para o Clero, dos Pontifícios Conselhos para a Família e para a Promoção da Nova Evangelização, da Pontifícia Comissão para a América Latina e do Conselho de Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizacionais e Econômicos da Santa Sé.

Integra também a Pontifícia Comissão Cardinalícia para a supervisão do Instituto para as Obras de Religião, mais conhecido como Banco do Vaticano, uma função que evidencia ser um homem de confiança de Bento XVI.

Se os cardeais decidirem articular um nome de fora da Europa, certamente Dom Odilo desponta como uma das principais forças. Resta saber se, para a Igreja, teria chegado a hora de ter um Papa latino-americano, representante significativo do mundo em desenvolvimento, onde a fé católica, apesar dos desafios, ainda brilha em seu fervor, suas devoções e espírito fraterno.


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