Fumaça branca, preta ou amarela? [slideshow]

© Grzegorz GALAZKA / SIPA

[Chiara Santomiero|Aleteia.org|08/mar/2013] O sinal mais visível da importância do conclave virá do telhado da Capela Sistina, sempre que forem queimadas as cédulas das votações para eleger o papa.

São dois os fornos onde serão queimados os votos. Funcionários do vaticano já montaram a estrutura metálica que os ligará à chaminé.

O forno mais antigo, com formato cilíndrico de cerca de um metro, remonta a 1939, e é o que vai realmente queimar as cédulas escritas por cada cardeal com o nome de seu candidato para a cátedra de Pedro. Em seu tampo superior estão marcadas as datas de eleição e os nomes dos últimos seis papas, de Pio XII a Bento XVI.

Mas a fumaça produzida pela queima dessas cédulas não é suficiente para ser vista saindo pela chaminé e alcançando os céus de Roma, seja na cor preta, quando não houve eleição, ou na cor branca, quando houve a escolha.

Desde 2005, foi instalado um novo forno, que é capaz de auxiliar na produção da fumaça suficiente para anunciar o resultado das votações.

O n. 66 do Ordo Rituum Conclavis indica que, ao se confirmar a eleição do novo papa, é justo que, com o auxílio técnico, se faça sair pela chaminé da Capela a fumaça branca, como sinal visível da eleição.

O segundo forno foi ideia de João Paulo II, que também acrescentou ao ritual o som dos sinos da Basílica de São Pedro, como forma de confirmação da fumaça branca e expressão de alegria pela eleição do papa. Todos esses elementos foram testado pela primeira vez na eleição de Bento XVI, em 2005.

Até então, antes do conclave, para verificar o correto funcionamento do sistema, estava em uso também a fumaça amarela.

Para se obter a fumaça preta, as cédulas eram marcadas com cera. Então se adicionava um pouco de palha úmida e se tinha o resultado.

Nesse tempo, a fumaça branca servia para, do Quirinal, que era o palácio dos papas, sinalizar para a Guarda dar o salve e anunciar para toda cidade a recente eleição de seu novo bispo e sucessor de Pedro.

Mas apesar de todas as precauções, muitas vezes se criaram dúvidas sobre a cor da fumaça.

Houve até um anúncio em falso. Em 1958, o patriarca de Veneza, Angelo Giuseppe Roncalli, Papa João XXIII, foi eleito na tarde de terça-feira 28 de outubro, depois de várias votações. Mas já na primeira rodada de votos, no domingo anterior, por alguns segundos, uma fumaça branca saiu pela chaminé, dando ao mundo a falsa notícia da eleição. Em seguida a fumaça escureceu, e todos ficaram confusos e voltaram a esperar.

Quando João Paulo I foi eleito papa, por muito tempo ficou a incerteza sobre a cor da fumaça que saía pela chaminé da Capela Sistina. O mesmo aconteceu com Bento XVI, mas, nesse caso, para dissipar as dúvidas, os sinos da Basílica ressoaram.

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