Reacções civis nacionais à nomeação do Sumo Pontífice Francisco

Papa FranciscoCavaco Silva, Presidente da República: 
“É com profunda alegria que, em meu nome pessoal e em nome de todo o povo português, saúdo o Papa Francisco. O sucessor de Pedro é o Pastor de uma vastíssima comunidade, na qual se encontram inúmeros portugueses que têm a mais plena esperança na Sua palavra e no Seu magistério. As minhas felicitações dirigem-se igualmente à Igreja Católica universal e, em particular, à Conferência Episcopal Portuguesa, no momento em que se abre uma nova fase na sua vida, na qual, estou certo, serão aprofundadas as excelentes relações entre o Estado português e a Igreja.”

Gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho
O Governo saúda “vivamente” a eleição do novo Papa, “líder espiritual de milhões de católicos espalhados por todo o mundo”. “Fazemos votos de que seja um pontificado de esperança e de paz, de diálogo entre os povos, de intervenção activa da Igreja nas grandes questões que desafiam a humanidade nos nossos dias, sendo o Papa um interlocutor destacado no grande espaço público da sociedade civil global”.

José Manuel Pureza, investigador do Centro de Estudos Sociais, membro do BE
“Espero que este Papa seja um testemunho da mudança de vida de quem há dois mil anos mudou a história do mundo. Tem de ser uma Papa amante dos direitos das pessoas, da liberdade das pessoas e do risco que é as pessoas serem livres. Um risco dentro e fora da igreja.”

Esther Mucznik, representante da comunidade judaica em Portugal
Esther Mucznik, felicitou o mundo católico pela escolha do novo papa, esperando que Jorge Mario Bergoglio mantenha o diálogo inter-religioso e o bom relacionamento com o Estado de Israel. Esther Mucznik começou por felicitar o mundo católico pela eleição do novo papa, uma vez que se trata de “um momento muito importante para os católicos”, admitindo que a comunidade judaica não é indiferente a este momento. “Como judia e como representante da comunidade judaica, espero que este papa mantenha o mesmo diálogo e o mesmo bom relacionamento, iniciado com o Vaticano II, com o mundo judaico e com as outras religiões”, adiantou, sublinhando que isso está relacionado com a paz mundial. Por outro lado, afirmou ter alguma expectativa que “se mantenha o bom relacionamento com o Estado de Israel”. Esther Mucznik apontou ainda a nacionalidade argentina do novo papa, como reflexo de a Europa ter deixado de ser o centro do mundo católico.

Mendes Amaro, presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas na Argentina
Mendes Amaro disse que o novo papa é visto em Buenos Aires como um homem lutador, defensor da igreja e com alguma discordância com as políticas do Governo argentino. “É visto como um homem lutador, defensor da igreja e com alguns problemas com o Governo. Aparentemente não está muito de acordo com a política deste Governo”, disse à agência Lusa Analido Mendes Amaro. O português que vive há mais de 50 anos na Argentina adiantou que os argentinos foram apanhados de surpresa com a eleição do cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mário Bergoglio, como novo papa. “Quando surgiu a notícia, foi algo inesperado para a Argentina”, afirmou, adiantando que, em Buenos Aires, há alguns carros nas ruas a buzinar.

[LUCIANO ALVAREZ , MIGUEL GASPAR , ANDRÉ JESUS , LURDES FERREIRA e LUSA|Público|13/mar/2013]


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