Papa, o culto da personalidade?

“Todos” acorrem a Roma por estes dias. O mundo parou. Tanta euforia por um Papa que vem do fim do mundo.

©AFP PHOTO / VINCENZO PINTO

©AFP PHOTO / VINCENZO PINTO

Por estes dias temos assistido a uma avalanche de notícias vindas de Roma, mais concretamente, do Vaticano. Todos nós temos uma opinião para dar a respeito destes últimos acontecimentos: “este Papa será assim”…, “irá fazer isto e aquilo”…, “é necessário que faça”… “o Papa anterior era diferente porque…”. Até aqui nada de especial. Pelo menos esta eleição permitiu que as pessoas opinassem e opinem sobre uma figura que tem sido designada como o Papa do fim do mundo.

Há aqueles que consideram que tudo isto é um absurdo. Os católicos prestam culto a uma personalidade, dão vivas ao Papa, aplaudem e choram de alegria, “que coisa mais mundana e sem clarividência”, dirão outros.

Muitos desconhecerão que Papa provém do grego clássico, do termo infantil papa. No século IV, o Bispo de Roma era tratado por “Papa Urbis” (Papa da cidade de Roma) e é por essa razão que desde o século VI este nome está reservado ao Bispo de Roma.

Como Bispo de Roma, o Papa exerce as funções normais dos Bispos. Nessa qualidade é sucessor de São Pedro como primeiro Bispo da Cidade, mas é, ao mesmo tempo, sucessor do Príncipe dos Apóstolos, a quem Jesus Cristo confiou a missão de assegurar a unidade da sua Igreja, não só como figura simbólica, mas com os poderes para isso requeridos de garante das verdades da fé, no governo universal e no exercício da justiça suprema. Exerce este santo ofício em comunhão com os outros Bispos, nomeadamente através do Sínodo dos Bispos, dos Cardeais e ainda por meio de outras pessoas e instituições ligadas à Cúria Romana (cf. CDC 331-335).

Somos convidados, os católicos, crentes e todas as pessoas de boa vontade, a alegrar-nos pela eleição de um novo Sumo Pontífice, o primeiro servo, o primeiro a servir, sucessor de São Pedro e garante da unidade. Porque nós católicos professamos no Credo: Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.

Em síntese, o que estamos a assistir é que a Igreja existe para comunicar a verdade, a bondade e a beleza. Estamos a vivenciar um tempo de coragem, sim de coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor. A igreja vai para diante quando caminha, edifica e confessa que o verdadeiro poder do Papa, e de todos os católicos, está no poder do serviço. Os católicos celebram o dom da unidade, a alegria de um novo papa que orienta na unidade batismal os seus filhos, que tem pedido para edificarmos, com a cruz, caminharmos com a cruz, e confessarmos com a cruz, sinal de que somos discípulos de Jesus Cristo.

Bento Oliveira


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s