Papa cria comissão para ajudá-lo no governo da Igreja

O Santo Padre Francisco, atendendo a uma sugestão advinda no decorrer das Congregações Gerais antes do Conclave, constituiu um grupo de Cardeais para lhe aconselhar no governo da Igreja e para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica Pastor bonus, de Papa João Paulo II, sobre a Cúria Romana.

O grupo é constituído por:

Card. Giuseppe Bertello, Presidente da Governadoria do Estado da Cidade do Vaticano;
Card. Francisco Javier Errazuriz Ossa, Arcebispo emérito de Santiago do Chile;
Card. Oswald Gracias, Arcebispo de Bombay (India);
Card. Reinhard Marx, Arcebispo de Munique e Fresinga (Alemanha);
Card. Laurent Monswengo Pasinya, Arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo);
Card. Sean Patrick O’Malley. O.F.M. Cap., Arcebispo de Boston (EUA);
Card. George Pell, Arcebispo de Sidney (Austrália);
Card. Oscar Andrés Maradiaga Rodríguez S.D.B., Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras),
com a função de Coordenador;
Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano (Itália), com a função de Secretário.

A primeira reunião coletiva do grupo foi fixada para os dias 1º, 2 e 3 de outubro de 2013. Todavia, desde já, Sua Santidade está em contato com integrantes do mencionado grupo.

©Rádio Vaticano

Óscar Lopes e o Transcendente

Figura cimeira da cultura portuguesa do século XX, Óscar Lopes deu contributos fundamentais para a linguística, a crítica literária, a história da literatura. Falámos várias vezes. Em 1970, convidei-o para uma “mesa redonda” sobre “a crise da fé hoje”, na qual também participou o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. O que aí fica é uma homenagem ao pensador e professor, a partir dessa “mesa redonda”.

D. António Ferreira Gomes, que tinha chegado havia pouco tempo do exílio, revelou que tinha “uma cartinha muito breve do Sr. Dr. Óscar Lopes (não combinámos nada), em que diz que a sua participação seria “um depoimento na primeira pessoa do singular acerca daquilo que durante 50 anos julgo ter crido a partir de um fervoroso catolicismo de infância. Apenas desejaria descobrir o melhor de mim mesmo no melhor catolicismo de hoje, e contribuir para tudo aquilo que deveras nos transcende”.” E o bispo do Porto acrescentou: “Nós sabemos que a maior parte da nossa boa gente não transcende. Muitas vezes para o povo a religião no geral não significa nada de transcendente.” E, depois de denunciar a religião das promessas, a religião utilitária, afirmou: “A religião cristã, entretanto, o limiar diferencial da religião cristã começa quando alguém se debruça sobre o outro, quando alguém se volta para aquilo que o transcende, seja o outro neste mundo, seja o outro absoluto (a relação ao outro absoluto é exactamente também a relação ao irmão). Por conseguinte, eu tenho para mim que quem procura pôr-se deveras em relação com aquilo que nos transcende está numa atitude religiosa. Desculpe, Senhor Doutor, se o ofendo.” E Óscar Lopes: “De modo algum.” Continuar a ler

Livro da semana: Tomados de Assombro

Tomados de AssombroÉ certamente conhecido entre nós um pouco da vida de Carlo M. Martini (1927-2012), biblista, bispo de Milão, autor de numerosos livros de espiritualidade, e uma voz de autoridade a pedir a renovação de uma Igreja (sobretudo na Europa) cada vez mais envelhecida. No livro «Tomados de Assombro» recentemente publicado, são reunidas as últimas homilias pronunciadas publicamente por Carlo Martini, já retirado da diocese de Milão por motivo de idade e de saúde. Homilias que primam, sobretudo, pela brevidade, simplicidade e por se centrarem no texto bíblico e, na maioria das vezes, na pessoa de Jesus (qualidades infelizmente nem sempre presentes nas nossas homilias). Como refere Bento Domingues na apresentação, «são homilias breves, sem serem aforísticas; o biblista, sem pose académica, situa o tempo e o género literário do trecho evangélico e, também, com muita clareza, faz a ponte com o tempo que estamos, hoje, a viver.» Partilhamos uma destas homilias, de um belo contributo, não só para todos os que exercem este ministério, como também para todos os que, por gosto, procuramos nos textos bíblicos as boas notícias de que tanto precisamos.

João 2,1-11: «Ao terceiro dia, celebrava-se uma boa em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá». Continuar a ler

Misericórdia

[youtube http://youtu.be/g3TcNidVLVU]

É relativamente fácil responder “quem é Deus” a partir de conceitos, numa argumentação intelectual interessante, talvez erudita. Mas o abraço, o sentido abraço que une coração a coração depois de histórias escutadas ou partilhadas, onde se vê e toca o Senhor, dá corpo à grande definição de Deus: a misericórdia. Levada a sério, deixa de haver “os nossos” e “os de fora”, passando a haver pessoas que são chamadas a amar e a ser amadas [como são].

Pensamento de Paulo,sj 

Novidades iMissio

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O blogue tem partilhado poucas notícias. Estamos a trabalhar numa melhor forma de iEvangelizar. Estamos a trabalhar para melhor a nossa qualidade de apresentação, aumento da equipa e maior atratividade. Mais uma vez a espera vai valer a pena porque continuamos a sentirmo-no bem contigo.

Muito em breve daremos novidades.

Acredito quando vir

[youtube http://youtu.be/DN2mBKTBswA]

Há vídeos virais que nos põem a conversar sobre a possibilidade das coisas. Será possível um cálculo milimétrico das leis da física que nos leve a acreditar na possibilidade deste salto?
Num mundo que se considera cientificamente avançado, se ainda temos a necessidade de ver para acreditar, sabemos que nem sempre o que vemos é verdade. E sabemos que isto se aplica aos diversos campos da nossa vida… Quando o “Se eu não vir… não acredito” já não funciona, impõe-se, para os racionalistas como eu, que a verdade vai muito vezes para além daquilo que vemos.
Quem vive uma Páscoa a sério, quem experimenta o amor do Cristo ressuscitado, não precisa de ver para acreditar. A fé acontence a um nível mais profundo que a racionalidade. É-nos passada em comunidade e é preciso experimentar. E quem experimenta o amor de Jesus, vê acontecer o que parece impossível, desde passar pelo sofrimento com sentido, até viver cada momento agradecido. E diz com confiança “Eu vi o Senhor”.

©Teresa Ramos