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[atualizado] Cardeais a ter “debaixo de olho”

Filipe d’Avillez iniciou no passado dia 18 de fevereiro no blogue  Actualidade Religiosa “Cardeais a ter “debaixo de olhos”. O autor descreve-nos o objetivo e a finalidade desta iniciativa aAo longo das próximas semanas vou publicar aqui textos sobre alguns dos cardeais que vale a pena ter debaixo de olho neste conclave. Incluo aqueles que são tidos como “candidatos” e outros de particular interesse. Todos sabemos que “quem entra no Conclave como Papa, sai como Cardeal”, mas em todo o caso existe claramente um lote que tem maiores probabilidades que outros. Proponho apenas conhecerem-nos melhor.”

Hoje a iMissio apresenta os cardeais papabile, estabelencendo mais uma parceria/cooperação com a Actualidedade Religiosa.

O nosso muito obrigado pela gentileza de Filipe d’Avillez.

 

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[atualizado] Cardeais presentes no “continente digital”

Redes sociais são ambientes de vidaSem querer cair no erro ou usar o mesmo conceito para apontar os cardeais papabile conservadores ou progressistas… Mais do que pensar num homem com ideias conservadoras ou progressistas, há que perceber onde está o Evangelho a gritar. Os Evangelhos testemunham um Jesus sempre a caminho em busca dos pobres e oprimidos, ricos e pobres, novos e velhos, na sua situação de vida. Assim, na raiz de tudo deverá estar o Evangelho, a boa nova. Uma boa notícia atualizada capaz de descer e responder às muitas questões da Humanidade, de curar as feridas abertas pelos muitos “ismos” da modernidade.

O filósofo e pedagogo Marshall McLuhan define este nosso mundo moderno como uma “aldeia global”. Assim, é pretensão deste espaço, apresentar alguns cardeais, que pela sua ação pastoral de proximidade e solicitude para com a humanidade se destacam. Cardeais que percorrem as estradas das vilas e cidades, capazes de comunicar com o letrado e o iletrado, o jovem e o adulto, presente no “continente digital”.

Trabalho realizado por Nuno Monteiro, prof. de EMRC

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Cardeais a ter “debaixo de olho”#2 – Cardeal Gianfranco Ravasi

Atual presidente do Conselho Pontifício para a Cultura

[Pe. Dwight Longenecker|Aleteia.org|08/mar/2013]Entre os cardeais italianos, há um que supera os demais por ser um brilhante intelectualGianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura. Foi professor de exegese bíblica e passou muito tempo em escavações arqueológicas no Oriente Médio, além de ostentar o cargo de prefeito da prestigiosa Biblioteca Ambrosiana de Milão. Ou seja, quase um Indiana Jones da Igreja.

Os especialistas vaticanos destacam que ele gosta muito de ler, dorme apenas 4 horas por noite e passa o tempo entre livros, livros e mais livros. Além disso, é um professor muito competente, grande comunicador e evangelizador. Organizou os eventos do Átrio dos Gentios – atividades famosas realizadas em Paris, Bolonha, Barcelona, Estocolmo e Bucareste, nas quais pensadores leigos falam publicamente sobre questões de religião, cultura, espiritualidade e educação.

Ravasi foi quem preparou as catequeses do retiro anual de Quaresma para a cúria romana antes de que o Papa Bento XVI renunciasse, e os especialistas comentam que suas catequeses sobre os Salmos manifestam sua mente brilhante e seus grandes dotes comunicadores. O correspondente do National Catholic Reporter, John Allen, define Ravasi como “o homem mais interessante da Igreja Católica”. Allen reconhece também que, “muitas vezes, um homem é elevado na hora certa. Assim como Joseph Ratzinger deu um passo adiante de liderança no funeral de João Paulo II, talvez Ravazi tenha subido um degrau e ganhou a atenção dos cardeais no momento adequado”.

Gianfranco é o mais velho de três irmãos. Seu pai foi um funcionário do governo fascista que abandonou o exército da Itália na 2ª Guerra Mundial e desapareceu durante 18 meses. Sua mãe foi professora. Em um comentário pessoal que demonstra sua humildade e conhecimento de si mesmo, Ravasi disse que a ausência do seu pai em uma etapa crucial da sua vida pôde ser um dos fatores que o atraíram a Deus Pai e à religião, em sua busca de permanência e segurança. Na universidade, decidiu dirigir-se ao sacerdócio ao invés de lecionar línguas clássicas e, desde então, sua carreira combinou o desafio acadêmico e sua vocação de servir como sacerdote.

O cardeal Ravasi seria uma boa escolha como papa? Aqueles que desejam uma reevangelização da Europa e do Ocidente esperam um papa intelectual e com carisma. Ravasi seria um papa que não teria nada a invejar das mentes mais brilhantes. É capaz de citar Newton, Santo Agostinho, Nietzsche, Darwin, Camus, teólogos e filósofos modernos e ateus. E não é só isso: ele é apaixonado pelas novas mídias, reconhecendo que a pregação na Igreja é importante para os fiéis, mas o Evangelho pode ser proclamado imediata e globalmente por meio de blogs, redes sociais, Twitter, rádio e televisão, a um público mais amplo.

Ravasi não é somente um intelectual, mas tem um grande bom senso, sabe como comunicar-se e não tem medo de enfrentar, em qualquer debate, tanto intelectuais como pessoas comuns do mundo pós-moderno. Ele organizou fóruns abertos sobre a questão da evolução e conhece bem o conflito entre ciência e religião.

No entanto, isso significa que o cardeal Ravasi seria um bom papa? John Allen destaca que ele quase não tem experiência pastoral. Nunca trabalhou em uma paróquia nem dirigiu uma diocese. Como uma “bomba relógio” intelectual, Ravasi não tem um grupo de pessoas que o apoie – e, para ser papa, é preciso ter votos.

Mais ainda: para ser um líder mundial, é preciso ter pelo menos algo de experiência no exterior, mas ele não tem. Seu conhecimento de idiomas não é elevadíssimo e, ainda que ele seja bem conhecido na Itália, não o é tanto no exterior. Tivemos um filósofo e um teólogo, mas agora precisamos, além de um intelectual, uma pessoa que saiba se aproximar com confiança das multidões de católicos comuns, não só da Itália e da Europa, mas do mundo inteiro.

Um papado Ravasi seria europeu, do ponto de vista intelectual. Segundo seus próprios comentários sobre a pregação, Ravasi é uma pessoa a levar em consideração para os que estão perto, mas poderia parecer uma estrela distante para os outros.