[atualizado] Cardeais a ter “debaixo de olho”

Filipe d’Avillez iniciou no passado dia 18 de fevereiro no blogue  Actualidade Religiosa “Cardeais a ter “debaixo de olhos”. O autor descreve-nos o objetivo e a finalidade desta iniciativa aAo longo das próximas semanas vou publicar aqui textos sobre alguns dos cardeais que vale a pena ter debaixo de olho neste conclave. Incluo aqueles que são tidos como “candidatos” e outros de particular interesse. Todos sabemos que “quem entra no Conclave como Papa, sai como Cardeal”, mas em todo o caso existe claramente um lote que tem maiores probabilidades que outros. Proponho apenas conhecerem-nos melhor.”

Hoje a iMissio apresenta os cardeais papabile, estabelencendo mais uma parceria/cooperação com a Actualidedade Religiosa.

O nosso muito obrigado pela gentileza de Filipe d’Avillez.

 

Clique na imagem para ver a informação!

Anúncios

O primeiro “tweet” foi de Jesus

©Foto de ~Ilse

No debate inaugural do Átrio dos Gentios, em Guimarães, sexta à noite, o cardeal Gianfranco Ravasi disse que se interessava por conhecer a linguagem dos jovens. Também por isso, ele decidiu há tempos fazer o exercício de colocar dois “tweets” diariamente naquela rede social.

“É para exercitar a capacidade de escrever uma mensagem de 140 caracteres”. Mas o presidente do Conselho Pontifício para  Cultura recordou: a primeira afirmação de Jesus contada pelos evangelhos, no texto de São Marcos (1, 15), contém apenas 78 caracteres, em grego (e 92 em português, já agora). Nessa frase, Jesus consegue incluir quatro temas diferentes: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.”

Também por isso, o cardeal Ravasi disse que fica fascinado pela ideia de conhecer a música dos jovens. “Um dia, puseram-me a escutar um disco de Amy Winehouse. Está longíssimo do meu ouvido; mas descobri, nas palavras, que há um modo de ver o vazio e o mal, ou a esperança, que me surpreendeu.”

Esta atitude de Ravasi não é mais que a tradução prática da intuição do Concílio Vaticano II, de escutar os rumores do mundo – ou os sinais dos tempos, na expressão do evangelho. Mas quantos, na Igreja, são capazes de se dispor a descer do pedestal, da fortaleza em que se encerraram, do medo do mundo? Quantos são capazes, no mundo, de perscrutar os sinais do vazio ou da esperança que anima as gentes? Quantos são capazes de, como o Concílio propunha, assumir em si “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens (e mulheres) do nosso tempo”?

A propósito, o cardeal recordava ainda a citação que São Paulo faz do texto de Isaías: “Deixei-me encontrar pelos que não me procuravam, manifestei-me aos que não perguntavam por mim.”

Lido aqui: religionline