Como funciona um Conclave? [vídeo]

Um pequeno vídeo explicativo de como funciona o Conclave? Quais são as regras que regem o Conclave? Quando e como ele se iniciará? Como se darão as votações? Quantos votos são necessários para que seja eleito o novo Papa? Nesta Resposta Católica, Padre Paulo Ricardo explica como acontecerá, na prática, a escolha do novo Sumo Pontífice da Igreja Católica.

[youtube http://youtu.be/f5uje7bLMCc]

Fumo negro na chaminé da Capela Sistina

Cerca de duas horas depois do início do conclave, da chaminé da Capela Sistina saiu fumo negro. Votações continuam na quarta-feira.

©REUTERS

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[Claúdia Bancaleiro|Público|13/mar/2013] No final da primeira votação do conclave que vai eleger o sucessor de Bento XVI, a chaminé colocada no telhado da Capela Sistina deitou fumo negro, sinal de que ainda não há o consenso necessário entre os 115 cardeais sobre um novo Papa.

Depois de caminharem em procissão desde a Capela Paulina até à Capela Sistina, onde entraram pelas 15h30, os cardeais prestaram um juramento de silêncio, que os impede de revelar qualquer informação sobre o que se passará durante todo o processo de eleição. Em conjunto, os prelados leram o texto de juramento em latim conduzidos pelo cardeal Giovanni Battista Re, prefeito emérito da Congregação para os Bispos. Em seguida, cada um dos cardeais selou o compromisso de sigilo lendo uma curta frase e colocando a mão direita sobre a bíblia.

Pelas 16h35, monsenhor Guido Marini, mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, disse em voz alta e forte a expressão em latim extra omnes(saiam todos). Oficiais, religiosos e jornalistas abandonaram a capela. No seu interior ficaram isolados os 115 cardeais e o conclave teve início. Duas horas e onze minutos depois do início do conclave surgiu o resultado da primeira votação. Uma densa nuvem de fumo negro era visível no telhado da capela, um resultado que já era esperado por muitos. A eleição do próximo Papa não deverá prolongar-se por muito tempo. Prevê-se que até ao final da semana seja anunciado o nome. O próprio porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, admitiu que o processo eleitoral “deverá bastante rápido”. Continuar a ler

Conclave: o que é, como começa e termina

Conclave: palavra com origem no latim cum clavis (fechado à chave). O próximo tem início nesta terça-feira e irá eleger o sucessor de Bento XVI, o primeiro papa a renunciar em 600 anos.

DYLAN MARTINEZ/REUTERS

Quem são os cardeais que participam no conclave? O Colégio Cardinalício conta actualmente com 207 cardeais mas apenas 115 vão participar neste conclave. Para elegerem o novo Papa têm que ter menos de 80 anos. Além de escolherem o futuro Papa, são também seus conselheiros depois da eleição. Reconhecidos pelas suas vestes vermelhas, os príncipes da Igreja, como também são designados, são nomeados pelo Papa em exercício e assumem a função até à sua morte. No Vaticano podem ter cargos no governo, enquanto outros são arcebispos no seu país ou teólogos.

Um cardeal pode declarar-se candidato a Papa? Um cardeal só pode ser considerado um candidato pelos seus pares durante o processo eleitoral, não sendo, no entanto permitido aos cardeais chegarem a acordos, fazer promessas ou estabelecer compromissos que vinculem o Papa uma vez eleito.

Quais são os atributos indispensáveis a um futuro Papa?Deve provar as suas capacidades de “pastor de almas”, de teólogo e de diplomata. Terá de conseguir mobilizar as energias da Igreja Católica em todos os continentes e proteger a diplomacia da Santa Sé das pressões externas. Um dos requisitos é que fale italiano, a língua oficial do Vaticano, mas cada vez mais que seja um poliglota.

Liberais, progressistas, conservadores: de que forma essas etiquetas políticas se aplicam aos cardeais? Todos os cardeais partilham a mesma doutrina sobre o respeito pela vida humana, pela concepção de morte, sobre o carácter sagrado do casamento, união entre homem e mulher, sobre um padre homem à imagem de Cristo. Mas os liberais e os progressistas dão mais importância a preocupações pastorais, à procura do diálogo, enquanto os conservadores insistem na reafirmação dos princípios e da tradição.

Como se vota num conclave? A assembleia de cardeais pede ao Espírito Santo que aja sobre ela. O conclave tem início com uma missa. Os cardeais votam num boletim secreto, sendo que não se podem abster durante as votações. O Papa é eleito por uma maioria de dois terços dos votos.

Um cardeal eleitor pode recusar-se a ser Papa? A Constituição Apostólica determina que o eleito não deve fugir à responsabilidade à qual é chamado mas antes “submeter-se humildemente à vontade divina”.

O que se segue quando o Papa está eleito? Aceite a nova função, é pedido ao novo Papa que diga o nome pelo qual quer ser designado durante o seu pontificado. Os outros cardeais juram-lhe fidelidade e é tornada pública a sua escolha.

Como se sabe quando um Papa foi eleito? Os boletins de voto são destruídos após as votações da manhã e da tarde numa pequena fornalha na Capela Sistina, onde decorre a eleição. Quando um fumo negro sai de uma pequena chaminé isso significa que não se chegou à maioria de dois terços necessária para haver uma eleição. Quando esse fumo for branco está escolhido o novo Papa. O protodiácono, actualmente o cardeal francês Jean-Louis Tauran, dirige-se para o balcão central da Basílica de São Pedro e pronuncia a célebre frase Habemus papam (Temos Papa) e anuncia o nome do novo Santo Padre.

[AFP|Público|12/mar/2013]

O Conclave, aplicativo da AppStore

(Zenit.org) – Às vésperas de ser iniciada a reunião de eleição do novo Papa, o Conclave, a App Store acaba de lançar um aplicativo exclusivo com informações sobre este acontecimento histórico para toda a Igreja Católica.

O aplicativo “Conclave” traz notícias, vídeos, curiosidades, orações e até a transmissão de uma câmera localizada na Praça São Pedro, pela qual os usuários poderão acompanhar ao vivo a fumaça que sairá da chaminé após cada votação.

“Este é um momento importante da Igreja Católica que quero acompanhar de perto, por isso instalei o aplicativo em meu celular”, comenta André Figueiredo, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, da cidade de São Paulo. “É bem atualizado e sempre vejo o vídeo com o Vaticano ao vivo”, explica.

O aplicativo “Conclave” está disponível para iPhone, iPad e iPodtouch pelo link http://itunes.apple.com/app/id604175323.

 

Cardeais a ter “debaixo de olho”#2 – Luis Antonio Tagle

[nota: Todos sabemos que “quem entra no Conclave como Papa, sai como Cardeal“. O objetivo destas partilhas é podermos conhecer melhor os cardeais da Igreja Católica. Todos sabemos que é o espírito que conduz o mundo e não a inteligênciaAntoine de Saint-Exupéry]

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Juventude  um ponto a favor depois do gesto de Ratzinger?

[Pe. Dwight Longenecker|Aleteia|01/mar/2013] A estrela de Belém não é a única que nasceu no Oriente. Com apenas 55 anos, criado cardeal em novembro de 2012, Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila (Filipinas), é visto por muitos como a escolha certa para uma nova abordagem do pontificado.

A estrela de Belém não é a única que nasceu no Oriente. Com apenas 55 anos, criado cardeal em novembro de 2012, Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila (Filipinas), é visto por muitos como a escolha certa para uma nova abordagem do pontificado.

Considerando a sua recente “promoção” e a experiência quase nula no Vaticano, muitos nem sequer lhe dariam uma chance. O Beato João Paulo II foi eleito aos 58 anos, e os observadores do Vaticano poderiam concluir que a Igreja não precisa de outro pontificado com duração de 20 ou 30 anos. No entanto, agora que Bento XVI estabeleceu um novo precedente, os cardeais poderiam escolher um jovem, presumindo que ele vai se aposentar após 15 anos de ministério.

Aqueles que especulam nesse sentido não podem prever a ação nem dos cardeais nem do Espírito Santo no conclave. O próximo papa será eleito não só pelo seu talento e suas credenciais, mas também com base em fatores que não podem necessariamente ser previstos ou determinados. Na Capela Sistina, sempre há espaço para surpresas.

De pais profundamente católicos, Tagle sabia recitar o terço aos três anos de idade. Frequentou o seminário em Quezon City (Filipinas), transferindo-se para completar seu doutorado na Catholic University of America (CUA), em Washington, DC (EUA). Sua tese de doutorado foi uma exploração positiva da colegialidade episcopal no Concílio Vaticano II, o que representa uma indicação, para os cardeais mais tradicionalistas, de sua alma “progressista”. Ele também foi membro do conselho editorial da série “História do Concílio Vaticano II”, fundada na Itália por Giuseppe Alberigo.

Os observadores mais cínicos alegam que o cardeal Tagle não tem esperança de ser eleito, mas, uma vez que parece jovem e um tanto liberal, a mídia de esquerda o está promovendo como seu pupilo. Deixando de lado esta especulação, conheçamos um pouco mais de perto o cardeal de Manila.

Depois de seu tempo nos Estados Unidos, Tagle estudou em Roma, antes de voltar à sua pátria. Foi nomeado membro da Comissão Teológica Internacional em 1997 e, em 2001, bispo de Imus; posteriormente, foi nomeado arcebispo metropolitano de Manila.

O cardeal Tagle tem um caráter muito interessante. O correspondente do National Catholic Reporter, John Allen, cita um comentarista filipino, declarando que ele tem “a mente de um teólogo, a alma de um músico e o coração de um pastor”.

Allen contou muitas histórias: “Na diocese de Imus, Tagle era conhecido por não ter um carro e por usar ônibus todos os dias para ir ao trabalho, descrevendo-o como uma forma de combater o isolamento que às vezes acompanha um alto cargo. Ele também era conhecido por convidar os mendigos que estavam do lado de fora da catedral para entrar e comer com ele”.

Outra curiosidade: “A Imus, uma pequena capela localizada em um bairro carente, esperava um sacerdote para celebrar a Missa às quatro horas da manhã para um grupo composto principalmente por diaristas. Finalmente apareceu um jovem sacerdote em uma bicicleta surrada: vestia roupas simples e estava pronto para começar a celebrar a Eucaristia”. Era Tagle, o novo bispo. Ele tinha ouvido, na noite anterior, que o padre que deveria celebrar estava doente e decidiu substituí-lo.

Tagle é um orador fascinante, com um bom domínio das novas mídias. Tem uma página no Facebook e apresenta um programa de televisão. Ele também tem sido ativo em ajudar a condenar os abusos cometidos por padres contra crianças; enfrentou o governo das Filipinas sobre a polêmica legislação acerca dos “direitos reprodutivos”; e é conhecido pela promoção da sua opção preferencial pelos pobres, bem como por uma gestão adequada do meio ambiente.
Como seria um pontificado de Tagle? Em primeiro lugar, ele certamente deslocaria a atenção do mundo da Europa para os países em desenvolvimento. Um papa filipino destacaria a situação dos pobres e as necessidades espirituais, sociais e econômicas da Igreja em países menos ricos.

Em segundo lugar, Tagle mudaria o foco do mundo que envelhece para a juventude nos países em desenvolvimento. O seu seria um papado para o futuro, um papado jovem, fresco, focado, enérgico e inspirador. John Allen cita Tagle, que resume tudo isso dizendo que, “no contexto asiático, uma evangelização eficaz significa uma Igreja mais humilde, mais simples e com maior capacidade devalorizar a interioridade“.

Em terceiro lugar, um papa jovem das Filipinas, brilhante e habilidoso comunicador, daria um sentido de urgência e paixão ao papado. Muitos comentaristas falam da necessidade de corrigir a corrupção e as disputas internas no Vaticano. Um papa jovem e evangelizador que possa ser ativo no âmbito global poderia “fazer uma faxina”, avançando em um ritmo tão rápido que todos os outros acabariam tendo de correr para acompanhá-lo.
Aos 55 anos e relativamente com pouca experiência, Tagle poderia ser eleito como sucessor de Pedro? Se não for desta vez, talvez na próxima.

Cardeais a ter “debaixo de olho”#2 – Angelo Scola

[nota: Todos sabemos que “quem entra no Conclave como Papa, sai como Cardeal“. O objetivo destas partilhas é podermos conhecer melhor os cardeais da Igreja Católica. Todos sabemos que é o espírito que conduz o mundo e não a inteligênciaAntoine de Saint-Exupéry]

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[Pe. Dwight Longenecker|Aleteia|05/mar/2013] Voltaria um italiano a ser o sucessor de Pedro? Agora que a hegemonia italiana no papado foi quebrada por dois pontificados seguidos, haveria chance dos cardeais voltarem a escolher um italiano pelo simples peso da nacionalidade? Os cardeais, sem dúvida, terão de analisar o peso da nacionalidade. Seria assim com um africano ou um brasileiro, mas isso também não é diferente na hipótese de um italiano.

Se um italiano é o favorito para suceder Bento XVI, este é o cardeal Angelo Scola, arcebispo de Milão. Aos 71 anos, ele tem uma trajetória impressionante, tendo liderado não só a arquidiocese de Milão, mas também sendo bispo de Grosseto, reitor da Universidade Lateranense e Patriarca de Veneza.

Filho de um motorista de caminhão, o cardeal Scola tem um jeito prático e um estilo pastoral acessível. Nos tempos de colégio, ele se juntou à “Gioventù Studentesca”, grupo de estudantes associados com movimento eclesial “Comunhão e Libertação” (CL). “Comunhão e Libertação” é um movimento controverso da Igreja Católica. Sendo um movimento estudantil de perfil intelectual, os críticos dizem que é fechado e de gosto cult. Seus defensores dizem que é um movimento de evangelização e renovação, que ajuda os católicos a viver um profundo encontro com Cristo e a pertencer a comunidades cheias de fé e vida.

Como estudante universitário, o jovem Angelo Scola conheceu Luigi Giussani, fundador de “Comunhão e Libertação”. Ele se formou em filosofia, tornando-se professor em escolas secundárias. Logo depois decidiu se tornar padre. Continuou seus estudos, tendo se doutorado em São Tomás Aquino, na Universidade de Friburgo. Como teólogo, foi dirigido pessoalmente por Giussani e se tornou um líder no crescente movimento “Comunhão e Libertação”. Ainda como teólogo, contribuiu para a influente revista “Communio”, juntamente com Henri de Lubac, Hans Urs von Balthasar e o jovem Joseph Ratzinger.

O correspondente John Allen, do National Catholic Reporter, assinala quatro pontos fortes de Scola que o colocam na disputa: primeiro, ele é um peso pesado da teologia como Ratzinger, mas tem um jeito comum. Segundo, como veterano no Vaticano, ele conhece a Cúria Romana e saberia como reformá-la. Terceiro, como ex-professor de colégio, de seminário, pároco e bispo, Scola conhece a Igreja a partir da base. Em quarto lugar, ele é fundador de uma iniciativa interessante de diálogo com os muçulmanos, tema que é uma preocupação crescente na Igreja.

Como seria de esperar, as forças de Scola poderiam ser também suas fraquezas. Como italiano, os cardeais do mundo poderiam simplesmente descartá-lo como sendo alguém “de dentro”. “Comunhão e Libertação” é um movimento influente, mas controverso, e a trajetória de Scola vinculada a ele poderia afastar alguns cardeais que suspeitam do CL. A filiação de Scola com a teologia de Ratzinger pode ser também um ponto fraco, se os cardeais estiverem à procura de uma nova abordagem. Até mesmo a reputação Scola como principal candidato ao papado poderia trabalhar contra ele.

Como seria um pontificado do cardeal Scola? Teria uma abordagem prática com as pessoas comuns; sua habilidade com a mídia lhe cairia bem. Poderíamos antecipar uma repetição da abordagem apaixonada e de características pessoais pela teologia, como em Bento XVI. Em outras palavras, Scola reproduziria as ideias de Bento XVI (e de “Comunhão e Libertação”) de que o cristianismo é um encontro pessoal com Cristo – que Cristo propõe uma relação com o indivíduo, e o indivíduo pode responder com uma abordagem inteligente e com o compromisso pessoal.

Um pontificado de Scola também continuaria com a agenda de Bento XVI de tentar reconverter a Europa. A principal preocupação seria a de uma visão estritamente europeia. O cardeal Scola não tem a variedade de idiomas que os outros candidatos apresentam. Ele tem pouca experiência no trabalho da Igreja no mundo em desenvolvimento. O cardeal Scola pode ser um homem de dentro do Vaticano, um dos principais membros de “Comunhão e Libertação” e um colega e discípulo de Bento XVI, mas os cardeais podem estar à procura de um homem com mais visão global.

Sem dúvida o cardeal Scola é um forte candidato a Papa. Mas, aos 71 anos, ele pode ser mais um homem do ontem do que do amanhã.

 

Pe. Dwight Longenecker é pároco de Nossa Senhora do Rosário, em Greenville, Carolina do Sul (EUA). Site:http://dwightlongenecker.com.

Cardeais a ter “debaixo de olho”#2 – Marc Ouellet

[nota: Todos sabemos que “quem entra no Conclave como Papa, sai como Cardeal“. O objetivo destas partilhas é podermos conhecer melhor os cardeais da Igreja Católica. Todos sabemos que é o espírito que conduz o mundo e não a inteligênciaAntoine de Saint-Exupéry]

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Fluente em seis idiomas, longa experiência na Cúria, vivência de diferentes culturas, o cardeal Ouellet é um dos cotados para a sucessão

[Pe. Dwight Longenecker|Aleteia|01/mar/2013] Um dos candidatos mais cotados para o papado é o cardeal Marc Ouellet, natural de Quebec, Canadá. O cardeal Ouellet completa 69 anos em junho. Atualmente é prefeito da Congregação para os Bispos. Isso o coloca no comando da parte da Cúria que supervisiona a seleção de bispos para as dioceses do mundo.

O cardeal Ouellet é também o encarregado da Pontifícia Comissão para a América Latina. Ele já trabalhou na Congregação para o Clero e foi secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Além de ser Prefeito da Congregação para os Bispos e da Comissão Pontifícia para a América Latina, atua em uma longa lista de outras comissões da Cúria, conselhos e comissões.

Academicamente, tem currículo forte: licenciatura em filosofia e doutorado em teologia dogmática, passou grande parte do seu ministério lecionando e sendo reitor de seminários. Ele está associado ao prestigioso movimento teológico Communio. É fluente em inglês, francês, espanhol, português, italiano e alemão.

cardeal Ouellet é tido como conservador, mas não de linha dura. Como prefeito da Congregação para os Bispos, ele teria se envolvido na promoção de bispos como Timothy Dolan para Nova York e Charles Chaput para a Filadélfia, os dois também cotados para a sucessão como Papa.

Como possível Papa, ele faria uma ponte interessante – sendo franco-canadense, partilha a cultura europeia de uma forma mais profunda que a maioria dos americanos, mas ele é efetivamente do Novo Mundo. Com sua experiência como missionário na América Latina e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, é experiente sobre as necessidades da Igreja no mundo em desenvolvimento.

Mas como é como pessoa? O jornalista John Allen diz que ele é um homem profundamente espiritual e sensível, conhecido por se emocionar em público e manter uma fé profunda. Ele é espirituoso e afetuoso em privado, mas às vezes formal e rígido em público.

Com sua mente acadêmica e natureza reservada, alguns questionam se ele teria a personalidade carismática e dinâmica necessária para comunicar o Evangelho em um mundo de notícias instantâneas e reconhecimento global. Os críticos dizem que ele não foi capaz de transformar a arquidiocese de Montreal, como evidenciado pelo declínio alarmante de católicos praticantes na região. Se ele não pôde revolucionar Montreal, como poderia reverter o declínio da Igreja Católica em todo o mundo?

O cardeal Ouellet tem dito que não cobiça o pontificado e que “ser Papa seria um pesadelo”. Então adicione realismo à sua lista de créditos. Mas sua hesitação indicaria fraqueza? Ele seria realmente bom para limpar a Cúria e implementar reformas verdadeiras em um sistema que é muitas vezes arcaico e defensivo?

O problema das críticas a Ouellet e a outros cardeais é que elas se baseiam em limitados modelos seculares e políticos. Dizer que um bispo não “revolucionou” ou “transformou” uma diocese seria compará-lo a um CEO de uma empresa que está tendo prejuízos. Dizer que um homem seria muito fraco para limpar a Cúria não deixa de ser algo muito vago.

Por fim, e mais importante de tudo, muitos críticos desqualificam a dinâmica interna da providência de Deus. Deus sabe mais que os jornalistas e muito além dos currículos dos homens.

Isso porque ele conhece as qualidades interiores de um homem e está apto a assumir alguns riscos e até mesmo surpresas. Supostas fraquezas de Ouellet poderiam se tornar as suas forças. Um pontificado dele poderia combinar uma doce espiritualidade francesa, a sensibilidade, um intelecto agudo, a perspectiva internacional e a força interior do caráter, que se expressa em um estilo gentil e pastoral.

Vaticano: os lugares do conclave

[© SNPC |06/mar/2013]Na primeira infografia apresentamos uma fotografia aérea da Cidade do Vaticano com os espaços relacionados com a eleição do papa, bem como alguns dos edifícios da Santa Sé, como o auditório Paulo VI, seviços administrativos, correios, estação de caminhos de ferro e a futura residência do papa emérito, Bento XVI. Referem-se também alguns dados sobre o território da Santa Sé.

A Capela Sistina, os cardeais eleitores e dados sobre o conclave, as urnas usadas nas votações e o tempo que as últimas seis votações demoraram constituem o núcleo da segunda infografia.