Mulher, ventre da Humanidade!

Anunciação (det.). Pietro Cavallini

Na história da Igreja, a Mulher, desde sempre, marcou de forma relevante a sua presença.

Maria, a primeira Grande Mulher, do Sim incondicional, da disponibilidade e da generosidade! Mulher de todas as horas, “a bem-aventurada de todas as gerações”.

Na Bíblia, muitas mulheres são referidas pela sua virtude, personagens de diversas narrativas, com lições magníficas a ensinar  e a testemunhar, (Eva, Sara, Ana, Rebeca, Maria de Betânia, a Samaritana, Priscila, Febe, entre muitas outras).

Recorde-se a importância e o significado das Mulheres no caminho da Cruz, no anúncio da Ressurreição, no cristianismo primitivo e nas primeiras comunidades cristãs. Ao longo dos tempos, a presença e o papel das Mulheres na vida e na missão da Igreja, permanecem essenciais e insubstituíveis. Santa Mónica, Clara de Assis, Teresa de Liseux, Joana D’Arc, Chiara Lubich, Zélia Guérin, Marie Louise Monnet,Madre Teresa, são exemplos de gratuidade e grandeza interior: vidas ordinárias, vividas de forma extraordinária.

O papel da mulher está patente no exercício de diferentes ministérios: nas missões, na paróquia, nas Instituições de solidariedade, no voluntariado, na evangelização.

Na família as mulheres têm ainda um papel muito relevante na educação da cristã de seus filhos, professam, celebram, vivem e rezam a fé em comunhão fraterna.

Ser Mulher em Igreja e de Igreja é ser Ventre de fecundidade.

Elisa Tavares

“One Woman”: uma canção para a ONU Mulheres [vídeo]

[youtube http://youtu.be/3N87s7TyeAI]

No dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a ONU Mulheres apresenta “One Woman: uma canção para a ONU Mulheres” – uma homenagem musical às mulheres de todo o mundo, com a participação de mais de 20 artistas de diferentes nacionalidades e o primeiro tema musical criado para uma organização das Nações Unidas.
Cantoras e artistas de todas as regiões, tanto mulheres como homens, deram o seu tempo e contribuiram com o seu talento. Entre elas e eles estão: Ana Bacalhau (Portugal); Angelique Kidjo (Benin); Anoushka Shankar (India); Bassekou Kouyate (Malí); Bebel Gilberto (Brasil); Beth Blatt (Estados Unidos de América); Brian Finnegan (Irlanda); Buika (Espanha); Charice (Filipinas); Cherine Amr (Egipto); Debi Nova (Costa Rica); Emeline Michel (Haití); Fahan Hassan (Reino Unido); Idan Raichel (Israel); Jane Zhang (China); Jim Diamond (Reino Unido); Keith Murrell (Reino Unido); Lance Ellington (Reino Unido); Marta Gómez (Colômbia); Maria Friedman (Reino Unido); Meklit Hadero (Etiópia); Rokia Traoré (Malí); Vanessa Quai (Vanuatu); Ximena Sariñana (México); e Yuna (Malasia) entre outros.

As mulheres na vida da Igreja e do mundo

O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura publicou hoje, Dia Internacional da Mulher, excertos de algumas das reflexões sobre santas da Idade Média e Renascimento que o papa emérito Bento XVI proferiu nas audiências gerais de quarta-feira realizadas em 2010 e 2011.

Destacamos Santa Clara, podendo ler na íntegra a publicação na página do SNPC.

Uma das Santas mais amadas é, sem dúvida, Santa Clara de Assis, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco. O seu testemunho mostra-nos como a Igreja inteira é devedora a mulheres intrépidas e ricas de fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja. (…)

No convento de São Damião, Clara praticou de maneira heroica as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade. Não obstante fosse a superiora, ela queria servir pessoalmente as irmãs enfermas, sujeitando-se inclusive a tarefas extremamente humildes: com efeito, a caridade ultrapassa qualquer resistência, e quem ama realiza todo o sacrifício com alegria. A sua fé na presença real da Eucaristia era tão grande que, por duas vezes, se verificou um acontecimento milagroso. Só com a ostensão do Santíssimo Sacramento, ela afugentou os soldados mercenários sarracenos, que estavam prestes a invadir o convento de São Damião e a devastar a cidade de Assis.

Também estes episódios, assim como outros milagres dos quais se conservava a memória, impeliram o Papa Alexandre IV a canonizá-la apenas dois anos depois da sua morte, em 1255, delineando um seu elogio na Bula de canonização, em que lemos: «Como é vivo o poder desta luz e como é forte a resplandecência desta fonte luminosa! Na realidade, esta luz mantinha-se fechada no escondimento da vida claustral, enquanto fora irradiava clarões luminosos; recolhia-se num mosteiro angusto, enquanto fora se difundia em toda a vastidão do mundo. Conservava-se dentro e propagava-se fora. Com efeito, Clara escondia-se, mas a sua vida era revelada a todos. Clara calava-se, mas a sua fama clamava». E é precisamente assim, estimados amigos: são os Santos que mudam o mundo para melhor, que o transformam de forma duradoura, infundindo as energias que unicamente o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os Santos são os grandes benfeitores da humanidade! (…)

Gratos a Deus que nos doa os Santos que falam ao nosso coração e nos oferecem um exemplo de vida cristã a imitar, gostaria de concluir com as mesmas palavras de bênção que Santa Clara compôs para as suas irmãs de hábito e que ainda hoje as Clarissas, desempenhando um papel precioso na Igreja com a sua oração e a sua obra, conservam com grande devoção. São expressões em que sobressai toda a ternura da sua maternidade espiritual: «Abençoo-vos na minha vida e após a minha morte, como posso e mais do que posso, com todas as bênçãos com as quais o Pai da misericórdia abençoou e há de abençoar no céu e na terra os filhos e as filhas, e com as quais um pai e uma mãe espiritual abençoaram e hão de abençoar os seus filhos e as suas filhas espirituais. Amém!»

© SNPC | 07/mar/2013