«A paz seja convosco.»

© JC VogtO desânimo dominava os sentimentos dos discípulos; os sonhos e as ideias projetados em Jesus acabaram numa cruz. Numa sala fechada numa sala, longe do mundo, faz-se presente o Filho do Homem, Aquele que venceu a morte. A única resposta que Deus poderia dar ao Seu Filho Fiel e Predileto – a Vida que está para além do tempo e do espaço. Um sopro rompe o silêncio da sala “ «A paz seja convosco.» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado” – sacramentos da Misericórdia do Pai.

Tomé, o Gémeo não se encontrava com o grupo quando Jesus veio. Incrédulo, afirma só dar crédito ao testemunho dos discípulos quando atestar com o olhar os sinais nas mãos e colocar o dedo no lado aberto de Jesus. Quando oito dias depois Jesus volta a aparecer no meio dos discípulos dirige-se a Tomé apresentando as mãos e o lado aberto. Assim surge uma das profissões de fé mais simples e profundas da Sagrada Escritura “Meu Senhor e meu Deus!”. Diante da Misericórdia ativa de Deus um clamor “Meu Senhor e meu Deus!”.

Nós somos felizes porque acreditamos sem O termos visto, olhado os sinais das mãos e dos pés e tocado no Seu lado aberto, mas dizia o Papa Francisco que “por vezes as lágrimas são os óculos para ver Jesus”. Continuar a ler

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Angelo Scola: a Via Sacra e a doce Memória

©Luz Adriana Villa A.

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“O Espírito, que fez o Deus-Homem, que O tornou capaz de morrer por nós, e que o ressuscitou dos mortos, opere também em nós essas maravilhas, faça desaparecer a curiosidade do nosso estar aqui, do nosso querer revisitar os factos, da nossa tentativa repetida de imaginar aquilo que aconteceu sem nunca penetrarmos, sem nunca nos deixarmos desafiar pelo significado real da questão.”

©100mim

SIC transmite “The Bible” na Páscoa!

A SIC comprou os direitos de “The Bible”, a minissérie que está a bater recordes de audiência nos Estados Unidos da América. Em dia de estreia, foi vista por mais de 13 milhões de telespetadores e tornou-se no programa mais visto na televisão por cabo daquele país.

“The Bible”, série que conta com Diogo Morgado no papel de Jesus Cristo, é a aposta da SIC para a programação de Páscoa. “Estou muito contente por saber que a SIC vai transmitir “The Bible” esta Páscoa. É a melhor maneira de retribuir todo o carinho que tenho recebido por parte dos portugueses a respeito desta serie”, escreveu o ator na sua página de Facebook.

A estação de Carnaxide deverá exibir os conteúdos em quatro episódios, estando a estreia marcada para dia 28 de março.

©Fonte

Não somos nós a possuir a verdade. É Cristo, a Verdade, a possuir-nos

©AFP

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2013-02-20 Rádio Vaticana. “A Igreja do amor é também a Igreja da verdade”: desde o início do seu pontificado, Bento XVI pôs em relevo a centralidade do testemunho da verdade evangélica. Um desafio que, na verdade, poderíamos dizer que está no “DNA” do cristão Joseph Ratzinger que, em 1977, para o seu lema episcopal, escolheu a fórmula “Cooperatores Veritatis”, (“Colaboradores da Verdade”), extraída de uma passagem da terceira Carta de São João.
“Quantos ventos de doutrina conhecemos nestas últimas décadas, quantas correntes ideológicas, quantas modas de pensamento!” Nós, contudo, “temos uma outra medida: o Filho de Deus”, que “nos dá o critério para discernir entre o verdadeiro e o falso, entre engano e verdade”. Quando Joseph Ratzinger pronuncia estas palavras a 18 de Abril de 2005, ainda é “apenas” o decano do Colégio Cardinalício. Mas, neste momento, é fácil ver que naquela homilia sobre a “ditadura do relativismo” o futuro Pontífice indicava já à Igreja um dos desafios mais urgentes dos nossos tempos. No fundo e sempre: testemunhar a verdade. Mas o que é a verdade, ou melhor, quem é a verdade para Bento XVI, e – podemos possuí-la?
“É claro que não somos nós que possuímos a verdade, mas é ela a possuir-nos: Cristo que é a verdade, pegou-nos pela mão, e no caminho da nossa busca apaixonada de conhecimento sabemos que a sua mão nos segura firmemente. Ser sustentados pela mão de Cristo torna-nos livres e seguros ao mesmo tempo”. (Discurso à Cúria Romana, 21 de Dezembro de 2012)Portanto, a verdade é uma Pessoa, Jesus Cristo. Por outro lado, observa Bento XVI na sua primeira Encíclica “Deus caritas est”, no início do Cristianismo “não está uma decisão ética ou uma grande ideia”, mas sim, precisamente “o encontro” com esta Pessoa. Quanto mais autêntico for este encontro, adverte o Papa, tanto mais somos chamados a aceitar sacrifícios e perseguições: “Quem participa na missão de Cristo deve inevitavelmente enfrentar tribulações, contrastes e sofrimentos, porque entra em conflito com as resistências e os poderes deste mundo”. (Audiência para as Pontifícias Obras Missionárias, 21 de Maio de 2010)
Mas a verdade, não se cansa de afirmar Bento XVI, não está separada da caridade. Ao mesmo tempo, explica na Caritas in veritate, “sem verdade, a caridade degenera no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, a preencher arbitrariamente”. E’, adverte, “o risco fatal do amor numa cultura sem verdade”. Eis, então, que a fé, bem longe de ser um obstáculo, se torna a luz que ilumina o caminho para a verdade:
“Diante de tal atitude que tende a substituir a verdade com o consenso, frágil e facilmente manipulável, a fé cristã oferece, pelo contrário, uma contribuição real também no âmbito ético-filosófico, não fornecendo soluções pré-constituídas para problemas concretos, como a investigação e experimentação biomédica, mas propondo perspectivas morais fiáveis dentro das quais a razão humana pode investigar e encontrar soluções válidas.” (Audiência à Congregação para a Doutrina da Fé, 15 de Janeiro de 2010).

Citação

Uda Dennie

Depende de cada um construir o Advento que lhe permita o Natal verdadeiramente cristão. Há um paganismo generalizado na celebração do Natal a que se chamou festa das famílias, férias de Inverno ou tempo da neve. Para os crentes não pode ser assim. O Natal é o tempo em que se celebra o nascimento de Jesus Cristo e só Jesus Cristo é referência para a vida do cristão.

padre Vítor Feytor Pinto